29
jun

Oi galera, demorei para escrever aqui no Hiperventilando, mas cá estou.
A Rê Rolim já tinha me convidado faz um bom tempo para escrever
eventualmente aqui no blog. Mas a preguiça sempre falou mais alto e acabei sempre
deixando que ela contasse as minhas misérias e permanecendo anônimo.

Enfim, acontece que estive pensando sobre relacionamentos e
cheguei a duas conclusões, meio óbvias, até.

1) As pessoas não querem mais saber de relacionamentos tradicionais.
Particularmente acho isso muito bom. Estamos evoluindo na maneira de
vivenciar as experiências e trocas com outros seres humanos.

2) Casar e namorar já não são as prioridades na vida de grande parte
das pessoas que conheço. E nem na minha! Quem me conhece sabe. Casei duas
vezes. Meu primeiro marido morreu. O segundo é advogado, ou seja,
não foi para frente.

Bom, mas o que me levou a essas conclusões foi uma conversa que tive com um amigo
meu. Ele é hétero (conheço mais héteros do que gays, mais um motivo para eu estar ainda solteiro)
e depois de ter tantos relacionamentos fracassados ele deixou de acreditar em romances.

Amigo - Dani, nunca mais vou namorar, cara. Conheci uma garota incrível.

Daniel - E por que não tenta namorar com ela?

Amigo - Porque eu não quero. Nem ela. Ela vai ser minha B.A.(versão masculina do P.A. das moças e das bees).

Daniel - Pode ser uma boa. Sem amor, sem compromisso, sem cobranças…

Amigo - Exatamente. Sem cobranças. Namoradas pegam no pé, B.A’s pegam no P*u. É bem melhor.

Daniel - …

Achei justo!

Reduzi meus 147 filtros para encontrar o homem perfeito a 23.
Um dia eu evoluo e arrumo um amigo que não pegue no meu pé.

07
out

Um relacionamento acaba antes do fim. Vai aos poucos virando uma coisa que você já não sabe mais identificar. Um gesto diferente, uma reação diferente, um olhar diferente… e quando você percebe, você já não sabe quem está ao seu lado.

Mas e se do outro lado a pessoa não percebe que isto está acontecendo? Continua apegada no passado, revivendo mentalmente experiências felizes de um tempo que não tem chances de voltar ao acontecer. E a pessoa segue amando, devotamente, aquele ser que já não mais o quer.

Triste.

Eu amo a música Atrás da Porta do Chico (mas prefiro na versão da Elis Regina, é mais doída) que representa esse tipo de sentimento. Recentemente achei outra música que me passa muito bem esse sentimento, For no one dos Beatles.

Foda.

Teoricamente você se afasta de uma pessoa quando ela começa a te fazer mal. Teoricamente.