16
abr

Antes de tudo, eu nunca li um livro sobre como mochilar por aí. Quando eu resoliv fazer um mochilão, em 2006, eu comecei a frequentar comunidades de mochileiros no Orkut (em 2006 lá era legal), procurar sites ou simplesmente tentar imaginar como seria a vida pelos albergues da vida.
Também acho importante dizer que tanto em 2006 quanto agora eu viajei sozinha, então se você planeja reunir a galera de Porto Seguro pra sua viagem, acho que você não vai achar nada de útil aqui. Ah e eu não frequento baladas - nem no Brasil nem em qualquer outro lugar - mas você vai me encontrar facilmente no pub mais próximo do albergue.
Ok, vamos lá, resolvi escrever em bullets, porque fui reunindo minhas dicas em bullets ao longo do caminho.
A vida em Albergues|Hostels
- Existem dois tipos de hostels, os que se parecem com hotel - limpinhos, organizados, com elevador, vários andares e etc; e os hostel tipo homestay que são basicamente uma casa ou pequeno prédio transformado num hostel - nele você encontra pequenos números de quartos, pouco staff, limpeza duvidosa, mas também é onde você conhece melhor as pessoas. Esses hostel “intimistas” costumam ter uma pequena cozinha comunitária onde os donos oferecem jantar para os hóspedes em alguns dias. São dois tipos de hospedagem bem diferentes, eu gosto dos dois, mas acho que no momento estuo preferindo os tipos hotéis limpinhos, mas não posso deixar de dizer que os hostels pequenos dão a sensação de casa e família.
- O primeiro albergue que eu fiquei era um moquifo em Edimburgo, meio sujinho e tals, então depois da minha primeira noite lá eu decidi ir numa loja e comprar uma fronha de travesseiro. Pensei que se aminha cabeça estivesse num lugar limpinho o resto seria mais fácil de levar… Continuo usando a minha fronha nas viagens. Nos hostels chiques você não vai precisar, mas uma fronha é algo leve e fácil de ter sempre na mochila, sem falar que você pode levar a sua de casa e abraçar o travesseiro se rolar um homesick =)
- Staff de hostel são as pessoas mais simpáticas que você vai encontrar na vida! São todos jovens, costumam ser bonitos, e estão sempre prontos pra te dar dicas. Eles trabalham no hostel porque adoram a cidade que estão e querem que você aproveite o máximo da cidade, então nunca deixe de pegar dicas com eles!
- Os albergues estão cada vez mais ampliando os serviços oferecidos. É comum eles emprestarem secador de cabelo, aquecedor (se você precisar de um além da calefação do quarto), guias tipo Lonely Planet - isso é uma mão na roda, você pode deixar o seu Lonely Guide gigante em casa e só anotar as partes principais, dai você checa o que quiser no albergue.
- Sabe aquela carteinha de albergue? Esqueci o nome, mas é com um logo laranja. Você fez antes de ir viajar? Que ótimo, guarde ela num lugar de difícil acesso, porque você não vai precisar dela. Eu já fiz uma vez e só me pediram no D´artagne (sei lá como escreve) em Paris e foi um dos piores albergues que já fiquei. Anyway, a carteirinha é inutil.
- Uma das coisas de fazer mochilão é ser flexível a mudanças de roteiro, ou mesmo não saber qual o seu destino. Mas uma coisa importante, sempre reserve o hostel para o fim de semana. Entre quinta e domingo os albergues estão mais cheios e você pode acabar ficando sem lugar. Então, go crazy, descubra lugares novos, mas saiba - e tenha reservas - do seu destino no fim de semana! E se você mudar de idéia você só terá perdido o dinheiro da reserva - que são gratuitas ou algo em torno de 2 euros - o que é melhor do que ter que andar por ai procurando albergue com uma mochila de 15 quilos nas costas. Believe me.
- Para tomar banho e banheiros você pode encontrar cabines separadas ou banheiros grandes com tudo junto. As vezes você vai encontrar aqueles chuverinhos europeus que são um saco, ou um chuveiro que você tem que ficar apertando de tempo em tempo. É, água é cara e eles não tomam banho de mais de 15 minutos aqui.
- Ah! Na maioria dos lugares da Europa a água da torneira é perfeitamente boa para beber, então encha a sua garrafinha no albergue e economize umas moedas.
- Se você vai conhecer muita gente ou não depende de você. Então se quiser conhecer pessoas, use o seu melhor sorriso no lobby do hostel! Se tiver num pub, melhor ainda. As pessoas em albergues são mais abertas a novos amigos, eles já estão acostumados a conversar com pessoas novas e diferentes. Experiência própria, você dificilmente vai sentar num bar para tomar uma cerveja sem alguém puxar papo ou te convidar para sentar na mesa com eles. Mas tenta não ser a chata do Facebook, ok? Você conversou com a pessoa, o papo foi legal e provavelmente vocês falem tchau e nunca mais vão se ver na vida. Então se não rolou um papo incrível, não vai convidando ela pra ficar na sua casa no Brasil nem ficar pedindo pra te add no Facebook…

- Conheci o Famous Hostels agora e eles são uma boa opção no estilo limpinho e organizado. Pelo menos o de Berlim e Praga era incríveis. Ou vai no Google e sai procurando hostels por aí…

O Universo mochileiro
- Aproveite que está numa cidade nova e dê férias para o seu iPod. Procure uma estação de rádio legal e ouça o que o povo da cidade está ouvindo! Sem falar que as pessoas pronunciam as palavras melhor no rádio e acaba virando um ótimo exercício para o seu ouvido se acostumar com a nova língua. E provavelmente o seu celular tem rádio e você nem se lembrava disso.
- Já me perguntaram de quantos litros é a mochila que eu uso pra viajar. Eu não sei exatamente, diria que uns 50 litros. Eu comprei essa mochila na Espanha porque a outra que eu estava usando não era própria pra mochilão e estava me dando dores nas costas. Não sei qual o caminho certo para escolher a mochila ideal, depende de quanto você está disposto levar e quanto consegue carregar.
- Aqui vai uma dica boa e fácil. Compre uma daquelas necesseires com gancho para que você possa pendurar nas cabines de banho.
- Eu só levo um tênis nas viagens, o tênis que está no meu pé. Na mochila só vai uma havaianas. E você vai passar o dia todo andando, então escolha bem o tênis!
- Você provavelmente vai ter que lavar a sua roupa em algum ponto da viagem. Outra opção é levar umas roupas mais velhas e jogá-las no lixo depois do uso, mas pra isso você precisa de dinheiro e tempo pra comprar novas roupas… ah, vai na laundry, não vai tomar mais do que duas horas da sua viagem. Mas cuidado com as secadoras, elas costumam encolher a roupa e meias são as piores coisas para secar, então talvez nesse ponto seja bom comprar umas novas - ou use a calefação do quarto para terminar de secar as suas roupas.
- Tenha sempre um livro com você, porque você vai ter muito tempo ocioso entre esperar um trem, um avião, esperar o sono…
- Os albergues não costumam incluir café da manhã do preço da noite, um café da manhã ok fica por volta de 3 euros enquanto um all-you-can-eat é uns 5 euros. As cidades estão infestadas com opções baratas de comida (yakissoba, pizza, kebab) que custam mais ou menos 3 euros, mas não chegam a ser uma refeição de verdade. Uma refeição com bebida e lugar pra sentar vai ficar por volta de 8 euros. Eu costumo comer bem no café da manhã, comer qualquer coisa durante o dia e ter um bom jantar no fim da tarde.
- Você também vai levar uma mochila menor para as coisas que você usa durante o dia - mapa, água, carteira, anotações e etc - e tenho que dar a dica de comprar uma mochila dde trilha. Elas são mais leves, impermeáveis e tem um “fecho” na frente, dando mais estabilidade  pra mochila e aliviando o peso das costas.
- Aqui em São Paulo nós estamos acostumados a pagar tudo no cartão de débito e nunca temos muito dinheiro vivo. Na Europa as coisas são diferentes, eles tem um caixa eletronico em cada esquina, portanto todo mundo paga tudo em dinheiro e só grandes lojas e restaurantes aceitam cartão. Então lembre-se de sempre ter dinheiro e também use calças com bolsos para moeda, pois grande parte do dinheiro lá é em moedas.

- E eu uso a mochila porque acho mais prático pra subir e descer as escadas de metro e etc. Mas se você preferir, e for se locomover pouco, leva uma mala de rodinha, suas costas agradecem.

E todo o resto…

Quanto antes você planejar a viagem, mais barato vai pagar. Já saia do Brasil com o ticket do Eurail (caso vá viajar de trem), já compre ou saiba como e quando comprar outras passagens necessárias. Na verdade eu nunca faço isso e acabo pagando mais caro por procurar passagens de última hora…

Infelizmente eu nunca fiquei num albergue no Brasil nem na América do Sul, mas planejo mudar isso e colocar dicas além da Europa.

Depois eu falo dicas de cidades específicas, e se quiser acrescentar algo, comenta ai!
14
abr

cavalo

“Estava vendo as minhas fotos de Paris e me deu vontade de contar uma historia, que eu ja havia contado no diario roubado, de um certo cavalinho branco…
Bom, uma coisa de cada vez, a foto. Eu estava nos jardins de Versalhes com uns amigos do albergue e vi a Mandy sentada olhando os lagos do jardim, dai tirei essa foto. Pronto, apresentei a protagonista da historia, a Mandy, americana, se nao me engano de Portland e morando em Denver.
Na noite anterior a foto estavamos, eu, a galera do albergue e mais varias galeras nas escadas da Sacre Cour tomando vinho de madrugada, estava simplesmente perfeito, galera legal, papo animado, tinha ate um cara tocando Oasis no violao e a gente cantando… perfeito… dai, depois de um tempo a Mandy levantou pq queria tirar uma foto do momento e me entregou um cavalinho branco que ela fazia questao que saisse na foto, claro que dai ela teve que explicar o porque do cavalo. A historia é a seguinte, ela foi se despedir da sobrinha antes de vim pra europa e a sobrinha pequena nao entendeu direito o que aquilo queria dizer e so entendeu que a querida tia estaria distante, entao a sobrinha pegou seu querido cavalinho branco e deu para a tia para que lhe fizesse companhia durante o tempo que ela estivesse longe de casa, desde entao a Mandy anda sempre com o cavalo e faz questao que ele apareca nas fotos dos lugares por onde ela passou…
Amei essa historia!! Pq ninguem me deu um cavalinho branco?”

Texto escrito muito tempo atrás, mas resolvi repetir aqui, me deu uma vontade de hiperventilar pelo o que já passou…

19
mar

Mais um post do nosso super colaborador Chester :)

A Lil conheceu outro dia um turista que mochilava se hospedando na casa de pessoas que disponibilizam um canto qualquer para esta finalidade. A prática, conhecida como Couch Surfing (”surf de sofá, numa tradução livre”), está cada vez mais popular, em particular com um empurrãozinho da internet.

E uma das paradas mais interessantes nesse sentido é o CouchSurfing Project - um website que não só ajuda a difundir o conceito, mas também organiza a brincadeira. A idéia do site é mostrar que o Couch Surfing não é apenas como um jeito barato de viajar, mas também como uma maneira de melhorar a experiência da viagem como um todo.

Isso se reflete muito na missão da empresa, que “busca conectar pessoas e locais internacionalmente, criar intercâmbios educacionais, promover a consciência coletiva, disseminar a tolerância e facilitar o entendimento cultural”.

O site leva essa idéia a cabo: desde um fórum que coloca “surfers” e “hosts” em contato até um sistema de verificação e avaliação dos participantes (que permite pegar referências de pessoas que já hospedaram um usuário, ou que já se hospedaram em algum lugar). E isso faz toda a diferença para vencer o frio no barriga e encarar a aventura.

Eu descobri o sistema quando uma amiga planejou sua viagem para a França e arredores. Ficamos impressionados com o volume e o movimento do fórum, que proporcionava respostas muito rápidas. Em questão um ou dois dias ela tinha diversas ofertas de lugares interessantes com custos muito reduzidos.

Uma outra amiga se hospedou em Nova Iorque com a ajuda do site, e enfatizou o aspecto social - não apenas ele te ajuda a encontrar um lugar, mas também faz você descobrir outros mochileiros que estarão nos mesmos lugares que você. Junte essa galera com o seu anfitrião e os conhecidos locais dele, e você terá as melhores companhias de balada possíveis!

Tem uma “versão nacional” - sort of. Na real é uma tradução (comunitária e ainda em andamento) de algumas partes do site. Como a base é a mesma, eu ficaria com a gringa mesmo. Eu tou de mala e cuia pra África do Sul a serviço, mas esse site dá muita idéia para viagens futuras…

26
fev

O Carnaval acabou e a gente volta pra vida real já pensando no próximo feriado.

Apesar de tudo que rolou, esse Carnaval foi muito bom. Praia com amigas que eu amo, o mar mais calmo e quente do litoral, sol forte e nada de chuvas, cariocas invadindo São Paulo, 40 calotas em menos de 1 km, um dj favorito, outro com probleminhas, uma comanda achada, várias bebidas de graça, uma pista mega lotada, um bbb que eu não vi…

Enfim, foi muito legal. Salgueiro foi campeã, e eu sempre fui Salgueiro, desde “explode coração, na maior felicidade..”

Descobri que quem volta antes pra SP fica sem ter o que fazer, pq não tem nada aberto. Nadinha.

Carnaval do ano que vem? Salvador que se cuide, fiquei corajosa.

 

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